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domingo, 30 de março de 2014

Carlos Careqa: Made in China

Outro dos cd´s que últimamente tinha comprado é Made in China de Carlos Careqa.

A primeira coisa que surprendou-me é como Carlos Careqa, que não é nenhum garoto, acha ficado tudo este tempo sem ter sido conhecido, ao menos na Espanha, pouco posso saber do sucesso no Brasil.

Mas não é a única coisa que suprendre, não. Carlos Careqa tem demostrado uma originalidade admiravel no álbum Made in China. E mesmo sem ter sinais transparentes de ser música brasileira, mesmo assim, o trabalho é brasileiro cento por cento.

E é também, algo que eu valorizo muito, um álbum com conteúdo e muito crítico.

Se você ainda não ficou de boca aberta, é porque ainda não sabe que a cara metade do Made in China é Marcio Nigro, e qué cara metada! Ele tem gravado a maioria dos arranjos, instrumentos e programçoes.

A ventagem do Made in China é sua versatilidade, mesmo você não goste duma faixa, ainda tem outras treze pra deixar-se impressionar.

O álbum foi apresentado no 2.012.

Das quatorze faixas eu, como artista, sinto-me mais indetificado com a seguinte:

MIDIA

.....
perguntava se era pra sempre
mas teu oficiio era mentir
e num átimo perverso
foste embora com o assessor
promentendo para elle
o que pra mim parecia com amor
.................

Mas o álbum fala da globalização, de existencialismo, de ilusões e desenganhos.
O descubrimento Carlos Careq merece a pena se você ainda não conhece, pra mim foi uma grande satisfação quando eu pensava que a música atual ia pra abaixo com letras bobas pra crianças, melodias melosas no sentido menos amistoso do adjetivo, sem conteúdo, pra rebanho de ovelhas, etc


Você também pode encontrar o cd no seguinte link:

Tangará

sexta-feira, 28 de março de 2014

Celso Adolfo: a escritura do simples

Define o dicionário a palavra siimples da seguinte maneira: Não constituido de partes, sem complexidade também como único ou só.

No ano 2.003, o cantor, músico e compositor mineiro Celso Adolfo apresentou seu trabalho O tempo.

Minha primeira impressão quando escutei e comprei o cd (ainda as pessoas compram) foi agradavel pelo jeito de cantar de Celso e pelas armonías de suas músicas.

Não prestei naquele momento muita atenção ao conteúdo lírico quando realmente tinha que ter começado por aí.

Porque principalmente, Celso Adolfo é um poeta, um poeta das coisas simples da vida sem necessidade ou pretensão de ir mais lá disso. As vezes a vida nos leva ao caminho da complexidade e é mesmo assim que um esquece a esscência da vida.

Mas como todo poeta de bom gosto, Celso tem uma amplitude enorme de palavras, tem seu proprio dicionário para faze-nos chegar aquilo que está afim de compartilhar e assim também enriquecer nosso propio mundo das coisas simples.

Do ponto de vista da sonoridade, Celso Adolfo incorpora outros instrumentos que não estão dentro do que os músicos chamamos " base musical formal ". E além da gama sonora que isso aporta, só uma música que nasce do simples pode achar noutros instrumentos menos conhecidos o encontro perfeito: tubo de PVC, alfaia, fole de plástico; são algumas das ferramentas dum músico com interesse num trabalho bem feito.

O estilo musical de Celso tem muito a ver com Minas Gerais e como ele disse numa entrevista ate um samba pode ser mineiro.

Gosto sempre de falar dos músicos que compõe qualquer projeto e mais ainda quando tem demostrado qualidade demais: Mauro Beléu, Adriano Campagnani, Rogério Delayon, Vinicius de Morais, Ricardo Fiúza, Milton Ramos, Clovis Aguiar, Marcelo Rocha, Afonso Maluf, Oszenclever Camargos, Glaucus Linx, Zeuler Miquelina,Serginho Silva, Renato Savassi, Santone, Sergio Perere e Sassá e as participaçoes de Sol Alac e Leo Minax.

Além disso, tem tanto pessola trabalhando num porjeto musical que é dificil não reconhecer seu trabalho.

Para acabar quero fazer com uma das poesias mais belas do álbum: É a vida.

É a vida 
fogo galopante
corda incandescente
alí, no estreante
viceja alegremente.....

...........

Um dia
ela assenta, se acalma
vida fecha sua palma
na rampa do poente
cessa finalmente

Uns vão altissonantes
outros descontentes
uns no alto-falante
outros discretamente

Você pode encontrar ista joia no seguinte link:

Tangará 



quarta-feira, 26 de março de 2014

Hermeto Pascoal: a música sem limites

Não vou aqui falar da vida artística do grande Hermeto, pra isso vocês vão encontrar sites muito bem feitos e inclusivel o mesmo site do artista.

Tambmém não vou apresentar a alguém com uma carreira artística bem longa impossivel de fazer resumo. Mas se quero dizer que Hermeto Pascoal, alagoense de nascimento e nordestino como simbolo da cultura brasileira, é uma pessoa com uma capacidade increivel pra fazer que um copo de agua seja mesmo a trilha sonora dum filme. Brincadeira fora, Hermeto tem logrado que os instrumentos musicais não são apenas aqueles que nos livros de organlogia são clasificados.

Nesse sentido eu me sinto bem refletido no pensamento de Hermeto ainda mesmo eu jamais consiga fazer tudo aquilo que ele é capaz de fazer.

E é tão inmenso o amor que sinte pelos instrumentos que é aqui onde começa meu post.

No ano 1.999 quando ja estava com 63 anos de idade grabou o album Eu e eles.

Eu poderia dizer que é o melhor trabalho de Hermeto e estaria mentindo mesmo porque nenhum album que eu tenha escutado de Hermeto é ruim, simplesmente são geniais.

Isso não quer dizer que o álbum do que hoje estou falando não tenha um interesse especial. Com certeza, tem. Hermeto toca e grava tudos os instrumentos que alí você vai escutar. Isto apenas é uma gota da agua na inmensidade do mar de Hermeto Pascoal que além de toca-los é um impresionante virtuosso e uns dos artsitas mais criativos que eu escutei em toda minha vida ate hoje.

Eu e eles foi um projeto que Hermeto tinha reservado pra quando dier e felizmente naquele ano de 1.999 o momento chegou pra satisfação de tud@s.

Para alguém que não esté acostumado a ouvir música assim, Hermeto Pascoal só poderia ficar como um doido mas mesmo que ele fosse, você teria que prestar atenção pra saber que aquilo não é um ato do azar ainda mesmo a improvisação é mais que necessaria no estilo musical do artista.

Eu tenho também observado que muitos críticos musicais tem clasificado a Hermeto como um artista do jazz e de jeito nenhum eu concordo com isso. Hermeto não faz jazz, Hermeto tem a capacidade superior para estar por acima dos estilos e criar seu proprio estilo que nasce da cultura dos indios e dos contatos que ele um tempo asimilou deles, tem a propia cultura brasileira que é a mistura não só do indio mas tambmém dos europeos e africanos que deram a identidade do Brasil, como afirma Mario de Andrade com Macunaíma  e outros livros. O estilo de Hermeto é Hermeto mesmo, você não pode comparar com outro e aí fica a genialidade do mestre.

Sem dúviida, eu acho que Hermeto queria encontrar-se novamente com aquila cruança mas também com o estado mais puro da música sejam nordestina, brasileira ou universal, mas não entendo por universal aquilo da globalização que faz tudo homogéneo, mas com a universalidade ou estado de criança que a músiica tem no seu origem primaria.

Se vocoê ainda não conhece ao grande Hermeto pode ser por dois motivos: você não mora neste planeta ou sua cultura musical está incompleta é mesmo um grande pecado maior ainda para um brasilier@.

 Web oficial Hermeto Pascoal