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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

António Zambujo:Rúa da Enmenda

Outro dos artistas que estão afim de manter a tradição é António Zambujo. O alentejano com seu novo álbum Rua da Enmenda tem demostrado que é possivel fazer coisas novas num género tão explorado como o fado. Mas Rua da Enmenda é mais que fado, é a voz mesma de Portugal, o som eterno que define a personalidade de cada lugar, um tesouro incalculavel que é precisso conservar.

António Zambujo não é um artista de hoje, seu primeiro álbum nasceu no ano 2.002 e ate hoje e com as grandes dificuldades pelas que a arte passa neste tempo é capaz de ficar confiado em seu maravilhoso trabalho. Além disso, Zambujo é um grande músico, clarinetista, instrumento que começou a tocar com oito anos de idade.

Rua da Enmenda também tem um equipe de qualidade de músicos de ótima profisionalidade que entendem bem qual é o caminho a seguir indicado pelo artista.

O timbre de António tambem é novidade, acostumados a timbres graves dos mestres fadistas, o artista tem um som cálido mais perto dos boosa-novistas brasileiros. Caetano Veloso disse dele que é o João Gilberto de Portugal. É mesmo assim, que felizmente o fado  e a música tradicional de Portugal encontrou em Zambujo um canal de expressão que com muita dignidade e respeito abre as portas ao inestavel s. XXI.

Web oficial António Zambujo

Morabeza: María de Barros

Na música de Cabo Verde é dificil se afastar duma das artistas mais representativas desse país: Cesaria Evora.

Ainda assim, o destino quer que as vezes acontece que novos artistas continuam a trajetoria da música tradicional, tão essencial pra os povos, respeitando a cultura e a tradição.

María de Barros, é uma dessas cantoras tentando manter o canal que liga o passado e o presente de Cabo Verde e da música africana em geral.

Morabeza é um álbum do ano 2.009, mas acontece que a música boa, de qualidade e inspirada na tradição não tem um tempo, não depende da midia apenas daquel@as que gostam de escutar-la. Morabeza tem a enorme faculdade de conter toda a música que chega de lá, do Sul, da África, de Cabo Verde.

Muitas vezes falo do grande perigo da globalização, um monstruo que quer fazer a tod@s iguais, um absurdo e o fim da identidade dos povos.

Felizmente, temos artistas ainda indepndentes, aqueles que não torcem sua arte pelo dinheiro, o sucesso fácil, pelo contrario, mantem o respeito necesario pra que a arte fique viva no estado puro, a que oferece a posibilidade da saudação, a mão aberta a outras culturas que nos atraim pelo simples motivo de ser diferentes.

Só tenho uma crítica negativa. A web oficial de María de Barros está em inglés. Espero que ofereça a posibilidade, mesmo que seja uma lingua internacional, a outras pessoas que gostam de ler e conhecer em português, de primeira mão aquilo que acontece com a grande artista que é María de Barros.