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sábado, 11 de junho de 2016

Fernanda Montenegro: a voz da experiência

As vezes tenho falado que eu sempre foi um ator frustrado. De não ter sido músico eu tivesse tentado o mundo do teatro.

A magia do teatro que eu tive oportunidade de viver desde dentro quando era criança sempre ficou comigo, mas o destino diu outro rumo.

Por isso, e mesmo eu sempre no meu blog falo de música, hoje quero falar duma grande atriz que também tive a oportunidade de elogiar no grande filme Central do Brasil faz um tempo.

Fernanda Montenegra foi entrevistada por Roberto D´Avila e posso dizer que é dificil não se emocionar com suas palavras como quando ela está no palco atuando.

Ela fala com a voz da experiência, uma voz que hoje não tem muita força mesmo a população caminha inexoravelmente a velhice mundial.

Na entrevista de Roberto, achei engraçado mas é muito verdadeiro mesmo que há días em que ate o público não tem talento. Só uma pessoa com a firme convicção disso pode falar assim, ainda mais importante, com a liberdade para dizer.

O teatro, a excepção da época gloriosa dourada na Europa , foi considerada uma arte menor. A vida dum ator ou atriz é vocacional. Ninguem espera do teatro que chegue a grana a mãos cheias, as vezes só, que chegue.

Outro detalhe importante da entrevista de Montenegro, é como Brasil podería construir sua historia só com as peças teatrais.

Temos que escutar mais as vozes experientes, erradas ou certas, a experiência é a única guia se é possivel ter disso, no caminho da vida. A experiência é como Saturno e a ilusão como Júpiter, os anos geralmente mostram uma perda de ilusão porque fazemos expectativas impossiveis ou longas no tempo mas só a voz de quem escuta a experiência pode ter o enorme prazer de com ilusão fazer a trilha da sua vida.

Roberto D´Avila entrevista a Fernanda Montenegro

sábado, 4 de junho de 2016

A cultura nordestina. a Missa do Vaqueiro




Se há alguna coisa que faz a diferença entre o mundo urbana e rural no Brasil, é a cultura e especialmente a música.

Nos dias 18 a 22 de julho, mês depois da grande festa de São João, o nordestito de Serrita (Recife) mantém viva uma experiència única: A Missa do Vaqueiro.

A festividade foi uma maneira de lembrar os assasinatos do vaqueiro Raimondo Jacó que impunemente foram feitos no ano 1954. O fato, diu lugar a uma homenagem geral a vida do vaqueiro.

O Padre João Câncio foi o primero en fazer uma missa a céu aberto no ano 1971.

É interessante como uma cultura é gerada.

Nesses días, Serrita, um pequeno municipio fundado no ano 1892 pelo portugués Coronel Smapaio e chamado Capital do Vaqueiro, tem um motivo para comemorar uma grande festa de tradição sertaneja.

Atualmente, um notas como aqueles pequenos municipios estão sindo engulidos pelas cidades onde tudo o mundo é alguem e ninguém é ninguém. Com eles, também morre sua cultura e sua tradição, mas felizmente a Missa do Vaqueiro e a forte conciència cultural do brasileiro tem permitido que ate hoje sua memoria continue.

O grande mestre, músico e compositor Luiz Gonzaga escreveu uma das músicas mais lindas para aqueles que moram lá onde poucos tem referencias da sua existencia: A morte do vaqueiro.