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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vumbi de Helder Mendes: Angola na procura da estrada




A historia do angolano Helder Mendes é uma historia de paixão e superação. Vumbi, é seu último trabalho apös de ter composto alguns anteriores.

Desde criança, Mendes sinte a necessidade de cantar num país duma grande inestabilidade política que faz derubar qualquer posibilidade de sucesso o fazer real um sonho. Daí que Mendes, entra em contato com o espanhol Pablo Vicente, quem ja anteriormente tinha apoiado ao cantor para que Vumbi fosse uma realidade.

Ao fim, CD Baby no ano 2.011 é a luz visivel do álbum de Mendes felizmente.

O cantor conta com uma boa banda de qualidade para executar as treze faixas do Vumbi, um trabalho de mixtura mas que tem como base a tradição musical de Angola e do Congo. Diversidade que pode encontrar-se nos diferentes dialetos nos quais viaja as músicas de Vumbi.

Em destaque, pela criatividade da mixtura hispano-angolana e a beleza musical e o conteúdo literario, fica Lua.  Outra das faixas interessantes é Quando o amor te eleger. Do resto, a excepção de Sabado cantada em espanhol (muita vontade mas perde muito), são representativas do estilo no qual Angola teria que apostar para conseguer o mercado internacional. Tome conta que fazer Hip Hop, pop-rock no inglés, ja fazem outros que criaram esses estilos misicais e tem dificil competência, qualquer estrangeiro espera doutra cultura que ofereça o que ela pode dar.

Um trabalho Vumbi bem feito e bem gravado de faz tempo e nada mais sei da carreira do artista num mundo muito dificil hoje para grandes sucessos e contratos. Mas nesses últimos anos é o melhor que conheço da música de Angola.

Banda: Mário Contreia (saxo), Paul Buttin (guitarra), Cláudia Gonçalves (coros), Ängelo Moreno (trompeta), Rafael Arregue (teclados) e John Palson (cantor).

Esperamos  a música de Angola continuar viva e logo Mendes volte com um novo projeito que consolide sua carreira como artista. Parabéns.

  


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Mateus Freire: o acordar de Villalobos





Apresentar a Alceu Valença não faz sentido. Ele ja é um artista consolidado, um mito vivo da cultura nordestina e brasileira.

Valencianas, premiado como melhor album de MPB é mais que um trabalho no mundo da orquestra clasica (por chamar ela de algum jeito). Ela representa o ponto culminante da sua obra com músicas que não podiam ter um melhor adorno que a Orquestra de Ouro Petro na batuta do maestro Rodrigo Toffolo e os arranjos de Mateus Freire, violinista, compositor e diretor de orchestra nascido na Paraiba- Brasil.

Tem demostrado o artista de São Bento do Una, sua espontaneidae nesses días em Rio quando uns músicos da rua tocam Anunciação e se entrega a eles com sua voz e sua genialidade. Ele, o mais humano dos artistas.

Mas estamos aqui falando dum novinho compositor que tenta fazer sua carreira no dificil contexto dum Brasil pouco afim a música erudita e longe onde fica o centro dos melhores Conservatorios, os grandes diretores que formam as geraçoes de músicos do futuro. É um grande desafio como aquele de Heitor Villalobos.

Nas Valencianas, Freire apresenta tres movimentos do seu próprio. Neles, há uma ligação com Villalobos: a inspiração do tradicional.

As composições tem uma importante força emocional da nordestinidade com elementos mais perto das trilhas sonoras que das vanguardias atuais. É uma música que cativa onde, como ja fizera Villalobos, dão-se a mão o popular e o erudito.

Ainda resta muito caminho por percorrer para ter uma perspectiva do talento como compositor de Freire. Valencianas é apenas uma boa mostra, a propulsão do foguete.

Numa entrevista de Fabiano Gonçalves, Freire disse que sua fonte de inspiração hoje são sua familia, seus amigos e o público que asiste aos teatros, mas acima de todo. Seus pais que deram a oportunidade de ser aquilo que ele queria ser.

Eu, modestamente, acho que Mateus Freire teria que dar a pancada final trabalhando mas na consolidação do seu estilo musical que fazendo arranjos só. Ate então, ninguem pode saber qual destino tem o paraibano na Historia da Música brasileira e universal.