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domingo, 30 de outubro de 2016

Os velhos carnavais




Na década de 1920 e 1960 as marchas de Carnaval ou marchinhas tiveram seu melhor momento.

És dificil dizer quando o samba começa e acaba a marchinha. Alguns pesquisadores nem siquer podem diferenciar se Pelo telefone de Donga é samba, maxixe ou samba-maxixé.. Parece mais evidente a distança que separa ao samba e a marchinha, mesmo que alguns acham que a primeira vem da segunda não há dúvida que elas chegam de caminhos diferentes, a marchinha é mais similar ao frevo pernambucano que ao samba.

De outro lado, a marchinha tinham um caráter mais humorístico que o samba, onde os cordões de foliões (atuais escolar de samba muito provavel descendentes das irmandades também) desfilavam nas ruas muito antes da existência do sambódromo na Avenida do Marqués de Sapucaí. O nascimento ou melhor dito a afirmação do Carnaval de Río de Janeiro começou com as marchinhas de Carnaval.

Continental, uns dos grandes selos discográficos na produção da Warner Music Brasil, tem remasterizado um álbum chamado Oh! As marchinhas... que percorre a historia das mais importantes marchas de Carnavla daquele tempo.

A primeira marchinha reconhecida como tal foi Abre alas de Chiquinha Gonçaga no ano 1889 especialmente composta para o Carnaval. Mas uns dos mais importanres nomes e mais prolíficos compositores foi João de Barros, nome que diu-se a sim mesmo Carlos alberto Ferreira Braga (Braguinha) segundo dizem porque naquele tempo a música não era muito valorizada e não quiz ofender a sua familia. A biografía de Braguinha é muito interesante. Abaixo tem um interesante link onde aprofundizar.

Alguns colegas da universidade de Braguinha como Noel Rosa também foram grandes compositores de marchas e mais tarde de grandes sambas.

Oh! As marchinhas... tem a Emilinha Borba e Jorge Goulart como principais cnatores. Emilinha Borba é uma importante cantora que teve como madrinha a Carmen Miranda e como competidora a Linda Batista que viveram um estranho affair com Orson Welles quando elas cantavam no Casino de Urca. 

Jorge Goulart foi uns dos principais divulgadores do samba e conheceu a Emilinha, Braguinha, Noel Rosa e tudos aqueles que ficavam na onda do mundo musical de Río. Casou-se com a cantora Nora Ney, outro dos nomes imprescindiveis pra entender a cultura carioca daqueles anos.

O álbum tem marchinhas muito conhecidas como Yes, nós temos bananas ou Touradas em Madri as duas de Braguinha e Alberto Ribeiro. Um documento histórico da música popular do Brasil.

O samba enredo tomou o lugar da marchinha de carnaval porque estava pensado mais pra dançar, mas eu acho que de algum jeito a marchinha tinha que ter um espaço hoje na vida do Carnaval do Brasil recuperando o lado humorístico pelo qual foi caracterizado.

BIBLIOGRAFÍA:






Album disponivel: ALL MUSIC

domingo, 23 de outubro de 2016

MOACIR SANTOS: Eu ja nasci músico.





Na Espanha temos a sorte de ter programas de radio com muita preferência na música brasileira. Um deles, Cuando los elefantes sueñan con la música apresentado por Carlos Galilea e outro Trópico utópico com uns dos melhores pesquisadores e conhecedor de toda a música do Brasil, Rodolfo Poveda.

Faz anos que eu, as vezes, escuto esses programas de radio. Muito porvavel que daí nasceu minha grande paixão pelo Brasil. Alem disso, eu aprendo e conheço novos artistas que não são muito conhecidos ao menos no meu país.

Moacir Santos é uns deles e como outras vezes deixo pra você ler o que outros melhor que eu disseram dele e com mais autoridade e sabedoria.

Numa entrevista da web muito interessante Músicos do Brasil: una enciclopédia instrumental, fala Moacir Santos como foi seus começos na música e na vida que as vezes vão juntinhas da mão. Como a maioria dos grandes gênios, Moacir no vem duma familia rica nem siquer de músicos. Infelizmente perdeu aos seus pais quando era criança e daí ele tive que procurar-se a vida daquí para lá nos circos, nas orquestras mas sempre com uma grande vontade de aprender e melhorar.

Este ano, faz dez que Moacir Santos disse “até logo” e era um bom momento pra lhe homenajear mesmo que ele tive a grande sorte de ainda conosco ser reconhecido como uns dos mais importantes renovadores das harmonias na MPB.

Muitos outros artistas tiveram ele de mestre, artistas importanes na vida musical do Brasil. Moacir foi arranjador, miltin-instrumentista e compositor. Quando ele trasladou-se a morar aos Estados Unidos ja fazia trilhas para o cinema, de fato, foi uns dos motivos pelos que ele mudou-se lá na Pasadena.

Como conta Rodolfo Poveda no seu programa, Moacir era tão original que a muitas das músicas que fazia chamava de “ Coisas”. Aquilas coisas de Moacir são sem dúvida duma grande criatividade.

Ele também sinteu um enorme interesse pela música erudita e era capaz de ler e escrever música impressa.

Com certeza, Moacir Santos ja era músico ao nascer, um privilegio, um presente para uma vida dura e dificil de esforço, luta e trabalho, muito trablaho. Mas o tempo diu a ele a cadeira que merecia e a nós a oportunidade de conhecer e ouvir o legado que aquel pernambucano do interior deixou para a Historia da Música.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Isabel Silvestre: esstelas da música portuguesa




Nasceu em São Pedro do Sul e alí ficou, porque a música de Isabel Silvestre é a historia e a vida da sua região.

Fundou o Grupo Cantares e Trajes de Manhouce, percorreu o planeta com Rão Kyao e participações com outros artistas.

Sua trajetoria discográfica não é longa, apenas alguns discos. Sem dúvida, uns dos mais importantes foi seu estréio no ano 1996 com A portuguesa (EMI) como cantora solista.

A portuguesa é um trabalho que recolhe a tradição da música popular sem que o fado seja o ator principal. Quem escuta as músicas lembra-se por qué muitas das inspirações da música brasileira tradicional tem seu origem em Portugal. De fato, Silvestre faz uma versão do Asa branca do mestre Luiz Gonçaga. Acho, que para quem quiser aprofundizar nas raizes da música portuguesa tem que ter como referente este trabalho.

Nove anos apôs daquele Cantar além 2006, a cantora gravou um album também essencial: Cânticos da terra e da vida.2015  O Dr. José Gomes Silvestre diz o seguinte no final da sua revisão: “ E sentir é muito mais do que o saber”. Com isso, um pode imaginar qunato há de tradição e de raiz nesses cânticos e como a cantora não deixa de fazer valer a cultura popular. O trabalho foi gravado com a riqueza que permite os instrumentos da música sinfónica o de câmara.

Uma das canções daquele A portuguesa do fadista e compositor António Zambujo intitulada Ao Sul é a melhor maneira de definir a Isabel Silvestre.

Ao sul
À procura do meu norte
Subo as águas desse rio
Onde a barca dos sentidos
Nunca partiu